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Gleuber Militani
on 19/01/2010
... em versos que nunca escrevi, de tais lugares bonitos que nunca pisei, de braços nos braços dos abraços que só imaginei, em tudo que seria e se seria... eu não sei... nenhum sinal de cais... a cruzada... a cruzada...
... já a fiz em todos os versos, toda a minha vida em ti, e seria a tua em mim... seria um verso branco, verso avulso inrimável...
... alheio a tudo, nas palavras eu invento mundos...
... lá fora o vento triste canta uma canção sem cor enquanto o sol seca o sal dos meus passos, deixando doce o gosto do encontro na boca pálida...
... os bons dias estão a caminho...
... enquanto ainda não chegam... roubei um pouco da cor do seu sorriso para pintar o vento, que faz falta na flauta doce que encanta o mundo...
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Gleuber Militani
"... para onde aponta a ponta do nariz está a linha do horizonte que divide almas. céu e mar não têm começo, misturam-se ao longe quando tudo está calmo. sem o ocaso, perde-se o fio da esperança de se ir além, perde-se a vontade de entender o acaso, algo concreto nesta sinestesia que rege a vida. a razão tenta, busca entender o que só coração pode ver... a natureza. em mimese segue o amor, que se traduz muitas vezes no doce de uma boca que fala muda ou no sorriso silencioso que nos desperta para vida. segue o amor que se reduz, enfim, na imensidão do mar e do céu sem fim... "
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Gleuber Militani
... "a vida vai em sonhos e volta em forma de realidade... é como olhar para o mar, perceber o horizonte e esperar que as ondas nos tragam qualquer coisa que cheira a esperança com gosto de rimas... a vida é feita assim, nos traz encontros inesperados e nos leva despedidas eternas..."
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Gleuber Militani
on 05/11/2009
o vento que sutilmente passa
provoca cócegas nas flores do jardim
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Gleuber Militani
on 04/11/2009
... há uma canção silenciosa quando dormes
... meu ouvido toca teu peito...
... lentamente minha cabeça sobe e desce...
a canção silenciosa...
é como o vento que espalha as flores da primavera
é como o barquinho de papel que desce o rio
é feito sinal da cruz que faço ao acordar...
... e ao acordar, você me chama de papai...
e meus braços dançam a te proteger...
e te abraço...
e nossos corações se encontram...
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Gleuber Militani
on 08/09/2009
Ainda que pouco me torne
Ainda que raso eu sonhe
Ainda que vago eu caminhe
Ainda que errado eu insista
Ainda que cego eu levante
Ainda que triste eu sorria
Ainda que mal eu escreva
Ainda que bem eu me sinta
Ainda que todos eu perca
Ainda que tolo eu pareça
Ainda que ela me esqueça
Ainda que inútil eu tente
Ainda que mesmo doente
Ainda que verdades eu invente
Ainda que o passado eu negue
Restará a beleza dos atos
Ainda que flores de plástico eu regue!