quando eu era criança
gostava de fabricar horizontes
com as linhas de crochê da minha mãe...
e se acaso fosse descoberto,
e se acaso fosse descoberto,
corria para o quintal de casa
para vigiar alguma borboleta que,
por ali,
por ali,
suspeitamente voava...
eram tempos em que a poesia não tinha vez
tempos que não se contavam os dias
dias de sonhos e de paz...
dias de sonhos e de paz...